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Os cremes dentais ou pastas de dente surgiram antes mesmo das próprias escovas dentais. No Antigo Egito, as primeiras pastas de dente eram feitas para tentar aumentar a higiene bucal por meio de uma mistura de sal, pimenta, folhas de menta e flores de íris. De fato, diversas variações e inusitadas fórmulas de cremes dentais (ou algo parecido) foram surgindo ao longo dos séculos.

Os ingredientes mais usados eram ervas, canela e flores, embora alguns povos faziam uso de coisas totalmente inusitadas, como giz, sal, farelos de pão queimado ou tijolo triturado! Para se ter uma ideia, no início do século XIX as pessoas chegaram a utilizar até mesmo carvão pulverizado nos dentes, prática inclusive recomendada pelos especialistas da época.

De fato, algo mais próximo ao conceito de creme dental foi surgir somente em 1850, por meio do trabalho do dentista americano Washington Wentworth Sheffield. Na verdade, a invenção se tratava de um pó que ajudava a limpar os dentes. Foi seu filho, Lucas Sheffield, que melhorou o produto, alterando sua fórmula inicial e o colocando em tubos flexíveis, resultando na criação da primeira pasta de dente da história: o Creme Dentifrício Dr. Sheffield.

Após o fim da Primeira Guerra Mundial, o produto da família Sheffield já era uma tremendo sucesso nos Estados Unidos, realidade que se deu em grande parte pela praticidade dos tubos flexíveis. Embora tenha sido idealizado ainda no século XIX, tal conceito foi aproveitado pela Colgate, que lançou sua marca em 1896 e prevalece até hoje. Outro fato importante na história do creme dental foi a criação das pastas com flúor a partir de 1955, pela empresa Procter & Gamble.

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