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Liberação da toxina botulínica para fins estéticos em Odontologia

Depois de muitas mobilizações e reuniões, o plenário do Conselho Federal de Odontologia (CFO) finalmente reconheceu o uso da toxina botulínica e dos preenchedores faciais para fins tanto terapêuticos funcionais como para fins estéticos.

O uso da toxina botulínica na Odontologia no Brasil já existe desde 2000, quando a ANVISA liberou seu uso e comercialização no país. O cirurgião-dentista por ter amplo conhecimento da anatomia e estruturas fundamentais para a harmonização da face, percebeu que seu uso poderia trazer grandes benefícios ao resultado final dos tratamentos.

Por outro lado,  a regulamentação pelo CFO foi sempre muito confusa. Em junho de 2011 ele emitiu uma nota onde esclarecia que o Cirurgião-dentista era autorizado a utilizar toxina botulínica e preenchedores, dentro do âmbito de sua competência. Foi nessa época que começaram a aparecer vários cursos de aperfeiçoamento nessa área. Mas logo em setembro do mesmo ano, ele publicou uma resolução que limitou a aplicação desses biomateriais, proibindo sua utilização para fins estéticos.

Vários dentistas que investiram valores muito altos nesses cursos ficaram indignados.  Como não autorizar a intervenção estética para nós que temos uma completa formação sobre harmonia facial? Como impedir que resultados estéticos sejam melhores, já que a harmonia facial não está somente limitada aos dentes? Como justificar que um profissional capacitado para a realização de cirurgias invasivas não poderia utilizar um biomaterial de preenchimento? Se o dentista já estava habilitado para intervir nos músculos da mastigação , que são bem mais complexos, por que não liberar o uso  para a obtenção da harmonia facial?

Assim começou uma longa batalha para provar ao Conselho o direito que o Cirurgião-dentista tinha para utilizar esses biomateriais, bem como dos benefícios que os pacientes teriam com essa nossa atuação. Começaram a aparecer vários grupos  de apoio e desenvolvimento ao uso da toxina botulínica e preenchedores na Odontologia.

Vários professores começaram a comparecer em várias reuniões que precederam essa decisão, sendo que muitos até custearam do próprio bolso os gastos envolvidos.

Então, essa vitória deve ser amplamente divulgada e comemorada! Foi uma vitória que todos nós conseguimos através da união de nossa classe. Já encontramos muitos profissionais, principalmente os com mais tempo de profissão, que são contrários ao uso da toxina botulínica, principalmente para o bruxismo. Acreditamos que sempre devemos evoluir, assim como a ciência, pois só assim abrirão caminhos para uma corrente de pesquisas, publicações e estudos de caso. E, num futuro próximo, serão ampliados  o uso e indicações desses biomateriais.

E quem serão os maiores beneficiados pela liberação da toxina botulínica (pelo CFO) para fins estéticos e funcionais?

  • Nós os cirurgiões-dentistas por podermos oferecer novas alternativas e melhores resultados ao tratamento;
  • O paciente que poderá realizar no seu profissional de confiança todos os procedimentos funcionais e estéticos para a harmonização da face e melhora da autoestima;
  • A indústria farmacêutica que , com certeza, fará maiores investimentos para a evolução dos atuais materiais e o desenvolvimento de novos, já que o nosso mercado consumidor agora está devidamente legalizado.

Veja aqui a matéria no site do CFO

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